Como disciplinar sem bater?
Premiando ou recompensando o bom comportamento
Sempre que a criança tiver atitudes corretas, devemos ressaltar esse fato. É bem comum que os pais, envolvidos nas atividades do dia-a-dia, com tantos problemas e a crônica falta de tempo, se esqueçam de elogiar, só lembrando de ralhar, quando os filhos fazem algo de negativo.
Assim, as crianças ficam com a sensação de que não vale a pena fazer tudo certinho: afinal, se agem de maneira adequada o mais das vezes, não recebem qualquer estímulo, às vezes, nem um simples olhar aprovador; nas outras ocasiões, porém, quando erram, o mundo parece que vai acabar: ganham palmadas, reprimendas, castigos etc, então para que se esforçar? Por isso, a melhor forma de se alcançar um objetivo educacional é elogiando, incentivando e ressaltando tudo de bom que a criança faz.
Entendendo que premiar não é obrigatoriamente “dar coisas materiais”
Embora pareça impossível e estranho em época de grande consumismo, para a criança tem muito mais valor um carinho, um elogio sincero, o reconhecimento do esforço, do que presentes, dinheiro, viagens etc. É claro, todo mundo gosta dessas coisas – e não é pecado nenhum, desde que não sejam as únicas coisas a que se dê valor -, porém, pelo menos enquanto não transformamos nossos filhos em consumistas enlouquecidos, a palavra, o olhar, o amor do papai e da mamãe ainda são os melhores prêmios. Ao longo dos anos, se os acostumarmos a serem “comprados”, “subornados” ou “chantageados”, eles aprenderão a agir dessa forma calculista; se, ao contrário, lhes dermos nosso carinho e aprovação, eles terão seu ego fortalecido, sua auto-estima elevada e, a cada dia, sentirão mais prazer em agir de forma adequada.
(ZAGURY, Tânia. Limites sem trauma. Editora Record)
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