PÁGINA INICIAL | Aracaju, 06 de Setembro de 2010
 
 


 
 
 
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Dar limites

 

 

            De acordo com Tânia Zagury*, “dar limites aos filhos é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro [....].  Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites – e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida. É necessário que a criança interiorize a ideia de que poderá fazer muitas, milhares, a maioria das coisas que deseja – mas nem tudo e nem sempre. Essa diferença pode parecer sutil, mas é fundamental. Entre satisfazer o próprio desejo e pensar no direito do outro, muitos tendem a preferir satisfazer o próprio desejo, ainda que, por vezes, prejudique alguém.
AFINAL, O QUE É “DAR LIMITES”?
Dar limites é...
  •      Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
  •  Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário;
  •  Só dizer “não” aos filhos quando houver uma razão concreta;
  • Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;
  • Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (viver com) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);
  • Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa, amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção);
  • Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata e desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão);
  • Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm que satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente;
  • Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo;
  • Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa;
  • Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente...
  • Dar o exemplo (quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios – ainda que a sociedade não tenha apenas indivíduos que agem dessa forma)!”
 
Num próximo encontro falaremos um pouco sobre “dar limites não é...”                                            

 

 
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